A abordagem inclusiva às características culturais e da estrutura social tornam o projeto da Portucel Moçambique um caso de estudo sobre como a floresta proporciona o desenvolvimento socioeconómico das comunidades e o respeito pelo ambiente.

A Portucel Moçambique, participada da The Navigator Company, tem em curso um projeto de base florestal neste país, com a plantação estimada de até 160 000 hectares de floresta, a construção de uma fábrica de produção de estilha, e a construção de uma fábrica de pasta para papel.

Paralelamente, a empresa assume um compromisso fundamental com a sustentabilidade social e o desenvolvimento económico das comunidades onde se insere, através da criação de emprego, do investimento em vias de acesso, de um Programa de Desenvolvimento Social abrangente e de um mecanismo de acesso à terra participativo.

Por um lado, a Portucel Moçambique adotou um modelo de acesso à terra que promove a coabitação inclusiva das plantações com os usos tradicionais, mantendo as famílias nos espaços que historicamente ocupam. Por outro, fomenta a partilha de valor com as comunidades das áreas do projeto, através de três prioridades definidas no seu Programa de Desenvolvimento Social (PDSP): segurança e diversidade alimentar, geração de rendimento e melhoria da qualidade de vida das famílias. Desde o início do projeto, o investimento no PDSP vai já nos seis milhões de dólares, chegando a mais de 7 000 famílias (cerca de 40 000 pessoas) em 120 comunidades.

A intervenção na área alimentar e de geração de rendimento para as comunidades inclui formação em técnicas de agricultura de conservação, distribuição de sementes melhoradas, colaboração técnica com o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique para a introdução de variedades de alimentos adaptadas a cada região, e fomento de hortícolas, assim como a construção de celeiros para melhorar a segurança e a diversidade alimentar.

Para fomentar a economia das famílias, a empresa dá preferência a prestadores de serviços que contratem trabalhadores nas comunidades e dinamiza atividades passíveis de gerar rendimento. É o caso da distribuição de caprinos para reprodução, que chegou já a mais de 300 famílias e conta com a produção de mais de 2 000 animais. Ou da introdução de colmeias junto às áreas de plantação, para produzir mel de eucalipto. Outro exemplo é o projeto-piloto de piscicultura iniciado no ano passado na província de Manica, no qual os beneficiários aprendem a construir tanques para a criação de peixes, com a Portucel a fornecer os alevinos (peixes recém-nascidos). Na província da Zambézia, destaque também para a construção de represas e respetivos perímetros de rega, em que cada beneficiário recebe uma parcela de 0,25 hectares de área irrigável, para produção de hortícolas, com o apoio da empresa também na formação dos agricultores e no acesso e desenvolvimento de mercados para escoamento dos produtos.

O Plano de Desenvolvimento Social da Portucel Moçambique tem igualmente investido em áreas como a saúde, o acesso a água potável, as vias de acesso e a energia. Foram distribuídas lâmpadas solares, construídas e/ou reparadas mais de cinco mil quilómetros de estradas e caminhos rurais, bem como construídos e reparados furos de água. A empresa assinou também um memorando com a Direção Provincial de Saúde da Zambézia para o apoio à construção de um bloco operatório na localidade de Ile Sede, no distrito do Ile.

O Plano de Desenvolvimento Social já apoiou mais de 40 000 pessoas, em 120 comunidades.

O modelo adotado pela Portucel Moçambique promove a coabitação inclusiva das plantações com os usos tradicionais, mantendo as famílias nos seus espaços de sempre.