Desde a sabedoria popular até ao conhecimento científico, o eucalipto tem vindo a ser utilizado ao longo do tempo como uma ajuda natural para alguns problemas de saúde. A sua eficácia foi, inclusive, atestada pela Agência Europeia do Medicamento.

O eucalipto é uma das espécies mais comuns na Península Ibérica. Em Portugal, os primeiros exemplares terão sido plantados entre 1820 e 1830, em Vila Nova de Gaia. Vinte anos depois já era frequente – e documentado – o seu uso como árvore ornamental e as suas aplicações medicinais no alívio de dores musculares, articulares e de dentes, no tratamento de feridas ou cortes, febre, entre outros.

Uma vez que a utilização das folhas de eucalipto é feita há muito tempo e em muitos locais do mundo, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) considerou viável a sua aplicação como ativo para medicamentos tradicionais à base de plantas, destinados a aliviar a tosse associada a constipações.

Os efeitos das folhas de eucalipto no trato respiratório superior consideram-se sustentados pelo uso prolongado e por dados não clínicos, refere a EMA, acrescentando que o seu conteúdo em óleo volátil e cinzelo tornam plausível o seu efeito antimicrobiano.

A sensação de frescura causada pelo eucalipto também facilita a respiração e, quando aplicado em inaladores, ajuda a devolver a humidade ao trato respiratório. Funciona ainda como um poderoso antissético natural e ajuda na dilatação dos poros, pelo que, quando é utilizado para fazer vapores, ajuda também na limpeza da pele.

Ainda de acordo com a EMA, para além do alívio da tosse associado a constipações comuns, o óleo de eucalipto pode ser usado nas dores musculares localizadas. Além do Eucalyptus gobulus, o Eucalyptus polybractea e o Eucalyptus smithii estão também entre as principais fontes de óleo essencial, sendo igualmente utilizados na perfumaria e em produtos de cosmética.