O primeiro desafio era proteger o habitat dos golfinhos no estuário do Tejo. O segundo foi envolver a comunidade. Mas o que realmente distingue a Ocean Alive é ter conseguido valorizar financeiramente a preservação ambiental, criando novas profissões e atividades. Os prémios e os apoios falam por si.

Há cinco anos, “o meu mar deixou de ser os golfinhos e passou a ser as pessoas”, desabafa Raquel Gaspar. Quer com isto dizer que se despediu do seu trabalho de há 20 anos, como bióloga marinha na Reserva Natural do Estuário do Sado, a monitorizar a população de golfinhos, para fundar a Ocean Alive. As dúvidas sobre o que estaria a causar a diminuição e o envelhecimento da população de golfinhos e o que poderia ser feito para evitar o declínio desta espécie, levaram à criação desta cooperativa para a educação criativa marinha, em março de 2015. Mas foi o formato que deu ao projeto que fez toda a diferença.

Com o apoio do #MYPLANET, foram realizadas, no passado mês de outubro, quatro ações de limpeza nas praias selvagens da península de Tróia, que envolveram 112 pessoas e recolheram 1 249,8 quilos de resíduos. Uma quinta atividade levou 35 voluntários até uma das zonas mais emblemáticas e selvagens do estuário, a Ilha do Cavalo, na área de proteção especial da reserva natural. Removeram 487 quilos de lixo.

Descubra mais sobre este e outros temas na edição de Janeiro da revista #MYPLANET.

Peça já o seu exemplar gratuito aqui.