300 milhões de livros depois, a imaginação continua a chegar pelo correio

14 de Setembro 2026

Começou em 1995, numa pequena região do Tennessee. Hoje, a Imagination Library envia livros gratuitamente a crianças de cinco países e já ultrapassou os 300 milhões de exemplares oferecidos. É uma das histórias menos óbvias do legado de Dolly Parton.

Há crianças que ainda não sabem ler, mas já sabem que aquele envelope é para elas. Uma vez por mês, chega-lhes a casa um livro com o seu nome. Não é preciso escolhê-lo, comprá-lo ou devolvê-lo. É seu e vai ficar na sua pequena biblioteca.

Esta cena repete-se, hoje, em milhões de casas, e é o resultado de uma ideia lançada por Dolly Parton há mais de 30 anos: garantir que os livros fazem parte da vida das crianças desde os primeiros meses, independentemente dos rendimentos da família.

A cantora norte-americana, que morreu a 25 de agosto, aos 80 anos, deixa uma carreira que a tornou conhecida em todo o mundo. Mas deixa também a Dolly Parton’s Imagination Library, um projeto que começou à escala de uma comunidade e acabou por se transformar num dos maiores programas internacionais de oferta de livros para a infância.

Só em 2025, distribuiu mais de 40 milhões de exemplares. Em novembro desse ano, atingiu outro marco: 300 milhões de livros oferecidos desde a sua criação.

Uma ideia pequena com uma ambição enorme

Tudo começou em Sevier County, no Tennessee, onde Dolly Parton nasceu e cresceu. Em 1995, a iniciativa destinava-se apenas às crianças daquela região, que podiam receber gratuitamente um livro por mês, desde o nascimento até aos cinco anos.

Havia uma razão pessoal por detrás do projeto. O pai da cantora, Robert Lee Parton, não sabia ler nem escrever. Dolly Parton viria a apontar essa circunstância como inspiração para criar um programa que aproximasse os livros das crianças antes mesmo da entrada na escola.

O princípio estabelecido nessa altura permanece praticamente intacto: não selecionar as crianças em função do rendimento familiar, mas dar-lhes acesso regular a livros adequados às diferentes etapas do seu desenvolvimento.

O que mudou foi a escala. Cinco anos depois do arranque, o modelo começou a ser replicado noutras regiões dos Estados Unidos e, em 2003, já tinha sido distribuído o primeiro milhão de exemplares. Seguiram-se o Canadá, em 2006, o Reino Unido, em 2007, a Austrália, em 2013, e a República da Irlanda, em 2019.

Em 2016, a Imagination Library passou a enviar um milhão de livros por mês. Em 2022, já eram dois milhões. E, em 2025, foram distribuídos mais de 40 milhões ao longo do ano, o equivalente a um livro a cada 0,78 segundos.

Um legado feito de papel

A 25 de agosto de 2026, a morte de Dolly Parton levou, naturalmente, a recordar as canções, os filmes, os prémios e uma personalidade que se tornou parte da cultura popular norte-americana e mundial. A Imagination Library conta outra parte dessa história.

Não nasceu de uma grande inovação tecnológica nem de um modelo particularmente complexo. Nasceu da convicção de que ter livros por perto importa e de uma solução tão simples quanto fazê-los chegar regularmente a casa, por correio.

Neste projeto, o papel é também parte da ideia: um suporte físico que pode ser tocado, folheado, partilhado e guardado, tornando cada história num objeto que passa a fazer parte da vida da criança e da família.

A cantora norte-americana, que morreu a 25 de agosto, aos 80 anos, deixa uma carreira que a tornou conhecida em todo o mundo. Mas deixa também a Dolly Parton’s Imagination Library, um projeto que começou à escala de uma comunidade e acabou por se transformar num dos maiores programas internacionais de oferta de livros para a infância.

Só em 2025, distribuiu mais de 40 milhões de exemplares. Em novembro desse ano, atingiu outro marco: 300 milhões de livros oferecidos desde a sua criação.

Uma ideia pequena com uma ambição enorme

Tudo começou em Sevier County, no Tennessee, onde Dolly Parton nasceu e cresceu. Em 1995, a iniciativa destinava-se apenas às crianças daquela região, que podiam receber gratuitamente um livro por mês, desde o nascimento até aos cinco anos.

Havia uma razão pessoal por detrás do projeto. O pai da cantora, Robert Lee Parton, não sabia ler nem escrever. Dolly Parton viria a apontar essa circunstância como inspiração para criar um programa que aproximasse os livros das crianças antes mesmo da entrada na escola.

O princípio estabelecido nessa altura permanece praticamente intacto: não selecionar as crianças em função do rendimento familiar, mas dar-lhes acesso regular a livros adequados às diferentes etapas do seu desenvolvimento.

O que mudou foi a escala. Cinco anos depois do arranque, o modelo começou a ser replicado noutras regiões dos Estados Unidos e, em 2003, já tinha sido distribuído o primeiro milhão de exemplares. Seguiram-se o Canadá, em 2006, o Reino Unido, em 2007, a Austrália, em 2013, e a República da Irlanda, em 2019.

Em 2016, a Imagination Library passou a enviar um milhão de livros por mês. Em 2022, já eram dois milhões. E, em 2025, foram distribuídos mais de 40 milhões ao longo do ano, o equivalente a um livro a cada 0,78 segundos.

Um legado feito de papel

A 25 de agosto de 2026, a morte de Dolly Parton levou, naturalmente, a recordar as canções, os filmes, os prémios e uma personalidade que se tornou parte da cultura popular norte-americana e mundial. A Imagination Library conta outra parte dessa história.

Não nasceu de uma grande inovação tecnológica nem de um modelo particularmente complexo. Nasceu da convicção de que ter livros por perto importa e de uma solução tão simples quanto fazê-los chegar regularmente a casa, por correio.

Neste projeto, o papel é também parte da ideia: um suporte físico que pode ser tocado, folheado, partilhado e guardado, tornando cada história num objeto que passa a fazer parte da vida da criança e da família.